Ministério lança Academia da Saúde

O Ministério da Saúde instituiu, através das portarias 419, 12.401 e 12.402 de 2011 publicadas no DOU em 25 de junho, o Programa Academia da Saúde. Estão previstas a construção de áreas de convivência, lazer e esporte e a contratação de profissionais para realizarem atividades para a promoção da saúde em seus diversos aspectos. A partir da data de publicação da portaria Fortaleza tem 90 dias para realizar um levantamento das suas demandas e decidir se adere ou não ao Programa. Tudo ainda está sendo analisado.

De acordo com o Programa, os módulos da Academia da Saúde seriam construídos como anexos dos postos de saúde já existentes. Para isso a unidade precisa dispor de 300m² de terreno ocioso. São três opções de módulos que podem ser construídos, desde um modelo mais simples até a versão completa, com banheiro, sala de convivência e área de depósito de materiais. Os valores repassados pelo Ministério para a construção das estruturas variam entre 80 mil e 180 mil. Outros R$ 3.000,00 seriam repassados mensalmente para manutenção do equipamento e o pagamento dos trabalhadores entre outras despesas. O recurso disponibilizado parece insuficiente e deve exigir uma contrapartida por parte do Município.

A Coordenação da Atenção Básica já analisou o Programa da Academia da Saúde e repassou as informações para a secretária de saúde Ana Maria Fontenelle. Nesse momento outra equipe analisa a viabilidade financeira. O fato é que já existe algo semelhante na Cidade. A Academia na Comunidade é um projeto do Ministério dos Esportes e executado pela Secretaria de Esporte e Lazer de Fortaleza (Secel) em parceria com a SMS. A diferença é que o novo programa é voltado principalmente para a saúde. Pela nova proposta os profissionais estarão ligados aos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), o que permitiria trabalhar a multidisciplinaridade e ampliar os cuidados para outros programas de saúde existentes.

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Produção de tecnologias em saúde deve priorizar a atenção básica, defende Padilha

Em conferência internacional, ministro da Saúde destaca a importância de o poder público estimular o desenvolvimento tecnológico como forma de promover acesso à saúde

O empenho brasileiro em estimular a produção de tecnologia para a saúde tem como prioridade o aprimoramento à atenção básica, detalhou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na abertura da Conferência Internacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde – Htai 2011, neste domingo (26 de junho) no Rio de Janeiro. O evento reuniu mais de mil especialistas na área, além de representantes de diferentes governos, universidades, centros de pesquisa, indústria e centros de saúde de diferentes países.

“Não queremos acesso a novas tecnologias só dentro dos hospitais. Nos hospitais se alivia o sofrimento e se busca cura. Saúde se faz onde as pessoas moram, vivem, trabalham. É na Assistência Básica que temos de oferecer equipamentos, produtos serviços, diagnóstico”, defendeu Padilha.

O foco da produção de tecnologias voltada à Atenção Básica pontuou o discurso do ministro como a primeira de três dimensões onde o Brasil se insere na discussão sobre tecnologias em saúde. Padilha citou como exemplo os exames de diagnóstico rápido que, ao dar o resultado instantâneo, permitem início imediato do tratamento. Na Rede Cegonha, por exemplo, as pacientes terão acesso ao teste que detecta gravidez de forma instantânea, além de exames para sífilis e Aids.

A segunda dimensão é a produção nacional, “decisiva para a sustentabilidade do SUS”. Segundo Padilha, o Brasil não pode continuar tão dependente da importação de tecnologia em saúde, sobretudo pela necessidade de adaptação de produtos e serviços à realidade local. Padilha citou como exemplo o programa Brasil Sorridente, criado há oito anos, que se adapta a públicos diversos.

Padilha destacou também o papel do poder público para viabilizar o acesso a novas tecnologias, destacando a agenda de pesquisa do ministério da Saúde de R$ 120 milhões.

Fonte: Portal da Saúde – Ministério da Saúde

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